Um papo sobre Genderless, Zara e C&A

Todo mundo provavelmente já ouviu falar do tal do Genderless. Se você ainda não ouviu, tá na hora de correr atrás porque o movimento promete vir com força total agora em 2016. O Genderless, ou Agender, se trata basicamente de roupas sem gênero previamente definido. São roupas que podem ser usadas por homens, mulheres e quem quiser.

Novidade não é, porque se voltarmos lá atrás quando Chanel colocou terninhos (que eram oficialmente trajes masculinos até então), para mulheres vestirem, já era meio que o início de um conceito Genderless.
A questão é que de uns tempos pra cá as discussões sobre liberdade de expressão, orientação sexual, religião… Liberdade no geral, estão sendo cada vez mais abordadas, o que é maravilhoso. Com isso estamos, teoricamente, caminhando rumo a um mundo melhor, mais igualitário e livre. Claro que esses comportamentos refletem imediatamente na moda e, para 2016 podemos já notar o boom do conceito. Racolife-Agender-by-Selfridges

Quando eu ainda estava morando em Londres, pude presenciar a criação da “coleção” Agender da Selfridges (maior e mais importante loja de departamentos da Inglaterra, ou seja, não é pouca coisa não!). Não era apenas uma coleção, eles falavam que era uma experiência de compra, onde você visitava um setor inteiro sem gênero. Foram vários estilistas convidados para participar da Agender da Selfridges e lembro que foi suuuper comentado por lá. Foi aí que comecei a prestar mais atenção nesse movimento. frameweb-faye-toogood-agender-selfridges-frame-magazine02-245968_slide Slide2

Aí no final do ano passado, a minha queridinha Melissa, anunciou dois modelos que virariam genderless, a Flox e a Grunge, vendendo agora até o número 44 para os fashionistas de plantão. De todas as coleções nessa linha, a da Melissa foi a que mais gostei no geral. Acho que por ser sapato e por se tratar de uma marca tão característica por ser feminina, me surpreendeu na decisão. Tenho visto bastante nas ruas, homens com esses modelos (principalmente a Flox) e dá um orgulhinho, sabem? <3 Apresentação1

Na última semana duas grandes marcas lançaram também suas coleções sem gênero: Zara e C&A, e devo dizer que aí sim fiquei bem surpresa.
Na minha concepção, a ideia do genderless é ser uma moda sem gênero, mas uma roupa de atitude que, independente da modelagem, estampa ou cor, desperte o desejo e dê vontade de qualquer pessoa usar.
A coleção que a Zara apresentou veio só com peças totalmente básicas e lisas. É, veio sim sem gênero, mas também sem identidade, sem personalidade e sem graça nenhuma… Logo a Zara que costuma acertar em suas coleções, não ousou e não saiu da zona de conforto. Parece que pegaram os produtos da Zara Basics masculina e só mudaram as etiquetas. Slide3

Já a C&A lançou sua coleção sem muita pretensão, sem divulgação prévia e… Sucesso total! Parece que foi super investido na ideia. Para a divulgação, eles colocaram terça feira (15) no facebook da marca um vídeo onde pessoas correm nuas para vestir roupas. Nele vemos uma mulher vestindo uma cueca, um homem com um vestido e no final vem “misture, ouse, divirta-se”. Passaram claramente a mensagem, acertaram em cheio. Sensacional!
Não sou lá a maior fã da C&A mas amei e confesso que estou super curiosa pra ver de perto, nas lojas, como eles vão abordar essa coleção.

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